Diabetes em Foco: Sintomas, tipos e tratamento
- 24 de jan.
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Atualizado: 30 de jan.

O Diabetes Mellitus é uma doença crônica que afeta aproximadamente 537 milhões de pessoas em todo o mundo, conforme informações divulgadas em 2021. No Brasil, dados indicam que cerca de 7% da população, o equivalente a 6,8 milhões de pessoas, convivem com esse problema.
Apesar de ser uma condição crônica, dependendo da gravidade, o diabete pode ser controlado. Para isso, é fundamental que o paciente siga corretamente o tratamento indicado e adote hábitos de vida mais saudáveis.
Diabetes e hiperglicemia
Caracterizado como uma doença que afeta o metabolismo — ou seja, interfere no conjunto de reações necessárias para o bom funcionamento do organismo —, o diabetes é classificado como uma síndrome metabólica. De forma simplificada, trata-se de uma condição em que há falta de insulina ou dificuldade do corpo em utilizá-la adequadamente. Esse hormônio é responsável por regular o açúcar no sangue e transformá-lo em energia para o organismo.
Uma das principais consequências do diabetes é o aumento da taxa de açúcar no sangue, conhecido como hiperglicemia.
A pessoa com hiperglicemia pode apresentar sintomas como aumento da frequência urinária e sede excessiva. Outros sinais também podem surgir, como dormência e formigamento nas pernas, dores, visão embaçada, entre outros. Quando não controlado, o diabetes pode levar a complicações graves, como cegueira, amputação de membros e doenças como retinopatia, neuropatia e angiopatia.
Por isso, é necessário atenção constante, já que os sintomas muitas vezes só aparecem quando os níveis de glicose estão elevados. Procurar acompanhamento médico regularmente é essencial para evitar crises de hiperglicemia e outras complicações.
Insulina: o que você precisa saber
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e tem como função principal regular os níveis de glicose no sangue. Em termos simples, ela permite que o açúcar presente no sangue seja utilizado como fonte de energia pelo corpo.
Muitas pessoas associam a insulina diretamente ao tratamento do diabetes, o que faz sentido, já que ela é essencial para alguns pacientes. No entanto, nem todos os casos da doença exigem o uso desse hormônio. A aplicação de insulina é indispensável nos casos de diabetes tipo 1, enquanto no tipo 2 pode ser necessária conforme a evolução da doença e orientação médica.
Quais são os tipos de diabetes?
É comum ouvir que existem dois principais tipos de diabetes. Ambos podem estar relacionados a fatores hereditários, embora a genética nem sempre seja determinante para o desenvolvimento da doença. Ainda assim, quem possui histórico familiar deve manter atenção redobrada.
Diabetes tipo 1
O diabetes tipo 1 afeta principalmente crianças, adolescentes e adultos jovens, representando de 5 a 10% dos casos. Trata-se de uma doença autoimune, na qual o próprio organismo destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina.
Pessoas com esse tipo de diabetes precisam repor a insulina diariamente por meio de injeções para manter os níveis de glicose controlados. A falta desse tratamento pode levar a um quadro grave chamado cetoacidose diabética, que pode ser fatal.
Entre os principais sintomas do diabetes tipo 1, estão:
Fome e sede excessivas;
Vontade frequente de urinar;
Perda de peso;
Fraqueza;
Fadiga;
Alterações de humor;
Náuseas e vômitos.
Diabetes tipo 2
No diabetes tipo 2, a hereditariedade é um importante fator de risco. Grande parte das pessoas diagnosticadas com esse tipo da doença possui histórico familiar. Além disso, hábitos de vida pouco saudáveis contribuem significativamente para o seu desenvolvimento, como sedentarismo, sobrepeso, hipertensão e alimentação inadequada.
Esse tipo corresponde à maioria dos casos de diabetes e costuma surgir após os 40 anos, embora atualmente esteja sendo diagnosticado cada vez mais cedo.
Os principais sintomas do diabetes tipo 2 incluem:
Fome e sede excessivas;
Formigamento nos pés e nas mãos;
Vontade frequente de urinar;
Infecções recorrentes, especialmente na pele, rins e bexiga;
Dificuldade na cicatrização de ferimentos;
Visão embaçada.
Tratamento
O diabetes pode evoluir de forma silenciosa, especialmente nos estágios iniciais. Ainda assim, alguns sinais podem chamar a atenção, como sede constante, fome excessiva, perda de peso, cansaço e fraqueza.
Com o acompanhamento adequado, pessoas com diabetes podem levar uma vida normal. O tratamento tem como principal objetivo manter os níveis de glicose sob controle, reduzindo o risco de complicações.
Para isso, são necessárias mudanças no estilo de vida, como uma alimentação equilibrada e a prática regular de atividades físicas, com pelo menos 30 minutos de exercício por dia. Em alguns casos, o uso de medicamentos é indicado, incluindo antidiabéticos orais e a aplicação de insulina.
Além disso, o acompanhamento médico regular é indispensável, assim como a realização de exames periódicos e cuidados específicos, como a avaliação dos pés.


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